domingo, 14 de janeiro de 2018

BOLINHOS DE CANELA E CARDAMOMO PARA UM DIA MUITO HYGGE...



Muito se tem falado do "segredo da felicidade", supostamente apanágio dos dinamarqueses e do seu estilo de vida, o que os tornaria um dos povos mais "felizes" do mundo... Ainda que, a ser verdade, esta felicidade possa estar depende de vários fatores, há qualquer coisa que se associa frequentemente a este  sentimento, qualquer coisa esta que se condensa no conceito de "Hygge" (hyu-gah) e se refere a um estado mental de aconchego, convívio e sentimento de pertença.

De facto, este conceito contempla vários aspectos...

1) Já que o "Hygge" assenta numa ideia base de aconchego e conforto, há que começar por criar a atmosfera ideal, reconfortante e securizante. Para isso começa-se por acender algumas velas, acender a lareira/aquecedor, vestir roupa confortável e por a jeito uma manta bem quentinha...

2) É igualmente importante o sentimento de pertença, de autenticidade. Quando se promovem estes momentos em família ou com amigos, convém que haja disponibilidade emocional para todos estarem juntos de modo a que todos se possam ouvir, um espaço onde todos tenham o seu "tempo de antena", onde cada um possa partilhar as suas coisas e ao mesmo tempo conseguir estar lá para os outros, sem críticas ou segundas intenções... Para que esta disponibilidade seja possível é naturalmente importante que telemóveis/redes socias e afins fiquem "de fora" e não interfiram.

3) Não é de esquecer um dos aspectos fundamentais para ter momentos "Hygge"... Não podem faltar tentações gulosas, com doces, chocolates, bolos, chás ou bebidas reconfortantes, bem quentes e deliciosas...

4) "Por vezes aquilo que temos é o melhor que se pode ter no momento", esta é outra ideia de base para se poder estar/viver de uma forma "Hygge". O sentimento de gratidão, de se aceitar as vicissitudes da vida, crescer com elas e seguir em frente, agradecendo e reconhecendo o que de bom a vida também nos traz, ajuda a diminuir sentimentos de injustiça, desconforto ou ingratidão que, de alguma forma possam contribuir para uma visão mais pessimista e infeliz do dia-a-dia.

5) Mas, e o que fazer nestes momentos "Hygge"? De uma forma geral qualquer coisa simples, descontraída e que dê prazer... Porque não ler, ver um filme, ouvir música, escrever uma carta (em papel, como "à moda antiga"...), fazer algum tipo de artesanato, organizar o álbum de fotografias (que agora, com as fotografias digitais quase que perdeu o seu lugar de destaque na prateleira...) ou mesmo cozinhar "aquela receita" que já está à espera de ser posta em prática há tanto tempo?...


Assim, quer sozinhos, quer com os outros, porque não entrar neste espírito, e, quem sabe, abraçar algumas das ideias por ele sugeridas? Confesso que, na prática, não sendo algo de totalmente inovador, já que também nós, os portugueses, gostamos de conviver, estar com os outros, ceder a tentações gulosas ou a pequenos momentos de prazer, há qualquer coisa de diferente na maneira de estar e de viver que me sinto tentada a guardar para mim e para a minha forma de estar...





Bem, porque não tirar um bocadinho, arranjar uma "folga" e dar uma oportunidade a esta nova ideia... afinal, mal não pode fazer, certo? 

Para isso deixo aqui esta sugestão de uns pãezinhos doces e tão aromáticos, perfeitos para dias de Inverno, frios mas aconchegantes, dias e momentos muito "Hygge"...


Massa:
1 chávena de leite morno
1 chávena de manteiga derretida
1 colher de sopa de açúcar
7 grs de fermento de padeiro
2 chávenas + 3/4 chávena de farinha
Sal q.b.

Recheio:
1 colher de sopa de canela
1 colher de chá de cardamomo em pó
100 grs de manteiga
2 colheres de açúcar amarelo

Cobertura:
150 grs de queijo creme
1 colher de sopa de açúcar em pó
10 ml de leite
Extrato de baunilha

Coloque o leite morno numa taça juntamente com a manteiga, o açúcar e manteiga. Adicione o fermento e mexa até dissolver. Acrescente as 2 chávenas de farinha e envolva bem.

Cubra com um pano e leve a levedar cerca de 1 hora.

Acrescente a restante farinha e o sal e amasse até obter uma massa lisa e sedosa.

Prepare o recheio, misturando a canela e o cardamomo com o açúcar e a manteiga à temperatura ambiente.

Estenda a massa num retângulo e cubra com a canela.

Enrole, corte em fatias e coloque num tabuleiro previamente untado, deixando algum espaço entre os rolinhos, já que ainda irão crescer.

Deixe levedar mais uma hora.

Leve a forno pré-aquecido a 160º cerca de 45 minutos.

Tire do forno e deixe arrefecer.

Prepare, então, a cobertura de queijo-creme, misturando bem todos os ingredientes.

Na altura de servir regue com a cobertura e delicie-se num delicioso momento muito "hygge"!... 



sábado, 11 de novembro de 2017

PUDIM DE CASTANHA E VINHO DO PORTO



O Outono está finalmente a chegar... os dias estão a ficar mais frios, as folhas caem em tons dourados e acobreados, mas mas o sol espreita corajoso e bem reconfortante deixando no ar uma atmosfera de aconchego...

E em dia de S. Martinho não podia faltar uma sugestão com castanhas... este é um pudim bem simples e apropriado à época em que estamos... 

250 ml de leite
3 ovos XL
100 ml de Golden syryp
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 cálice de vinho do Porto 
1 colher de sopa de coco ralado 
2 colheres de sopa de puré de castanha 

Coloque todos os ingredientes num liquidificador e triture até obter um preparado homogéneo. 

Coloque num forma grande ou em várias pequeninas e leve a cozer em banho maria a 160oC até que os pudins estejam cozidos. 


E um aconchegante S. Martinho para todos!....


 
 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

PAN DE LOS MUERTOS




 A viagem de hoje destina-se à América Latina, mais concretamente ao México, onde no dia 2 de Novembro se comemora o Dia dos Mortos, uma festividade declarada pela UNESCO com Património Imaterial da Humanidade.

Esta é uma celebração de origem indígena que atualmente começa a 31 de Outubro e se prolonga até ao dia dos Fiéis Defuntos, a 2 de Novembro, honrando os mortos. De facto, parecem existir relatos de rituais da era pré-hispânica, onde os astecas, maias ou totonacas, entre outros, praticavam um culto de contornos semelhantes, onde se celebrava a vida, exibindo crânios como troféus em rituais que comemoravam a morte e o renascimento.

É uma festa bem animada, havendo a crença de que os mortos vêm visitar a família, daí que se festeje com comida diversa, bolos, música e doces. As pessoas enfeitam as casas com flores, velas e incenso e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. Fazem-se máscaras de caveiras coloridas e exuberantemente decoradas, vestem-se de esqueletos ou de morte.

Uma das especialidades típicas desta festividade é o Pão dos Mortos, que vos trago hoje. O "Pan de Muerto" é um pão  doce adornado com figuras, normalmente ossos e caveiras e polvilhado com açúcar, que faz parte das oferendas colocadas nos "altares dos mortos", próprios nestas tradições.

Experimentem e... Feliz Dia dos Mortos!....



500 gr de farinha de trigo
1/4 chávena de chá de açúcar
1/2 colher de café de sal
1/2 chávenas de chá de manteiga
1 colher de sopa de fermento em pó
3 ovos
1 chávena de chá de leite
1/2 colher de café de erva doce em pó
1/2 colher de sobremesa de canela em pó
3 colher de sopa de infusão (chá) de flor-de-laranjeira
1 gema
Manteiga derretida a gosto
Açúcar em pó a gosto
Forme um vulcão com a farinha, faça um buraco no meio e no centro coloque o açúcar, o sal, a manteiga, o fermento, os ovos e um pouco do leite (reserve o resto).
 
Misture pouco a pouco todos os ingredientes. Adicione a erva doce, a canela e o chá de flor-de-laranjeira. Amasse até unir todos os ingredientes e coloque o resto do leite.
 
Continue amassando até que a massa se desprenda por completo das mãos. Deixe descansar cerca de uma hora ou até dobrar o tamanho.
 
Molde a massa em formato de montanha e deixe uma pequena parte para decorar. Com a massa que sobrar molde "ossos" e  uma "caveira". Coloque o pão numa assadeira previamente untada e decore com os "ossos" e a "caveira". Pincele com a gema de ovo por cima da massa e leve ao forno médio pré-aquecido (180º) por cerca de 25 a 30 minutos.
Quando o pão estiver frio, pincele com manteiga derretida e espere cinco minutos para secar. Em seguida polvilhe o açúcar em pó.





terça-feira, 31 de outubro de 2017

COCKTAIL SANGUE DE BRUXA


 
 
 
 
Porque hoje é Halloween... Porque hoje os fantasmas, as bruxas, os zombies e os mortos andam por aí... vamos juntarmo-nos a eles para comemorar...

Vamos dar asas ao nosso lado de criança, ir de porta em porta a pedir "um doce ou travessura", celebrar a vida e a vitória dos vivos sobre os mortos...

E agora, porque não ir buscar os copos e os ingredientes para preparar este cocktail?...

Happy Halloween!!!!...

 
 
6 Medidas de sumo de frutos vermelhos
 
1 medida de vodka
 
Amoras q.b.
 
Gelo q.b.
 
 
Num mixer coloque o sumo e a vodka, mexendo bem.
 
Sirva com o gelo e amoras a gosto....


 
 

domingo, 7 de maio de 2017

UMA TARTE DE NOZ PECÃ PARA A MÃE....





  Descobri há pouco tempo as nozes pecã... quer dizer, já há muito que as conhecia de nome, principalmente associadas à cozinha norte americana, mas provar, só há uns meses... e fiquei fã!

   Hoje é dia da mãe e pensei que seria uma excelente opção para adoçar o coração de cada mãe, simples de fazer e com a promessa de também deixar fãs incondicionais!...

  Assim, deixo aqui a receita com um beijinho especial para a minha mãe e para todas as mães que cuidam e estão presentes na vida dos seus filhos...


1 base de massa quebrada
200g noz pecã
4 ovos
50g de manteiga
175 g de xarope de milho (corn syrup ou golden syrup)

 85g de açúcar mascavado
1 c de chá de essência de baunilha




Estenda a massa quebrada e forre uma forma de tarte.


Pré-aqueça o forno a 190 ° C.

Guarde algumas nozes pecã para a decoração e pique o resto.

Numa tigela, misture a manteiga derretida, os ovos, o açúcar, o xarope de milho e a  baunilha. Adicione as nozes moídas e misture bem.

Despeje o recheio sobre a massa e decore o topo com as restantes nozes pecãs.

Leve ao forno durante 35 minutos, cobrindo a tarte com papel de alumínio durante os últimos dez minutos para evitar uma coloração mais escura.